O que Tenho, Isso te Dou
Despertando o Poder Sobrenatural que Existe em Você
Uma reflexão sobre a mensagem do Pr. Joubert Curti
Igreja Batista Atitude - Duque de Caxias
Introdução - Mais do que Prata e Ouro
Quantas vezes nos deparamos com a dor, o sofrimento e a necessidade ao nosso redor e nos sentimos impotentes? Um amigo desempregado, um familiar enfermo, um vizinho em depressão. Em um mundo que valoriza o poder financeiro e os recursos materiais, nossa primeira reação é, muitas vezes, pensar no que não temos para oferecer. "Se eu tivesse dinheiro...", "Se eu tivesse mais influência...", "Se eu pudesse fazer algo...".
Esta foi a reflexão central da poderosa ministração do Pastor Joubert Curti na Igreja Batista Atitude. Baseado na transformadora passagem de Atos 3, onde Pedro e João encontram um coxo na porta do Templo, somos confrontados com uma verdade que pode revolucionar nossa vida cristã: o maior recurso que possuímos não está em nossos bolsos, mas em nosso espírito.
Pedro, diante daquele homem que esperava apenas uma esmola para aliviar sua condição por mais um dia, fez uma das declarações mais potentes do Novo Testamento: "Não tenho prata nem ouro, mas o que eu tenho, isso te dou".
Este e-book é um convite para mergulhar fundo nesta declaração. É um chamado para fazer um inventário de nossa própria alma e descobrir a imensa riqueza que Deus depositou em nós através de Jesus Cristo. Juntos, vamos desvendar como podemos parar de oferecer apenas "esmolas" para um mundo necessitado e começar a liberar o poder de Deus que gera cura, libertação e transformação genuína. Prepare-se para ser desafiado e capacitado a viver o cristianismo em sua plenitude, entendendo que você tem muito mais a oferecer do que imagina.
Capítulo 1 - O Cenário da Necessidade Humana (Atos 3:1-2)
Para entender a profundidade do milagre, precisamos primeiro visualizar o cenário. A cena se passa na "Porta Formosa" do Templo de Jerusalém. Este não era um lugar qualquer. Era a principal entrada, um local de grande movimento, por onde passavam os fiéis para seus momentos de oração e adoração. Era um lugar de expectativa religiosa, um símbolo da busca por Deus.
E ali, nesse portal de esperança, jazia a desesperança personificada. A Bíblia diz que o homem era "coxo de nascença". Sua condição não era fruto de um acidente recente; era sua identidade desde o primeiro dia de vida. Ele nunca soube o que era correr, pular ou simplesmente caminhar com firmeza. Sua realidade era a dependência. Todos os dias, ele era carregado e depositado ali, um espectador passivo da vida que fluía ao seu redor. Sua existência se resumia a pedir, a esperar pela compaixão passageira de estranhos.

Pensemos na carga emocional e espiritual daquele homem. A resignação, a vergonha, a sensação de ser um fardo. Quantas vezes ele viu famílias entrando felizes no Templo e se perguntou por que sua sorte era diferente? Quantas orações ele ouviu de longe, sem talvez acreditar que pudessem ser para ele?
Este homem representa a condição humana sem a intervenção divina. Ele está no lugar certo – a porta da casa de Deus – mas ainda não experimentou o poder que habita ali dentro. Ele busca o paliativo, a esmola que o sustentará até o dia seguinte, pois não consegue conceber uma solução definitiva.
Hoje, as "Portas Formosas" ainda existem. São nossos locais de trabalho, nossas escolas, nossos círculos de amizade e até mesmo nossas famílias. E nelas, encontramos pessoas que, como aquele homem, carregam deficiências – não necessariamente físicas, mas emocionais, espirituais e psicológicas. Pessoas presas em ciclos de vício, paralisadas pelo medo, cativas da depressão, mendigando por um pouco de atenção, afeto ou esperança. Elas estão à porta, esperando por algo, muitas vezes sem saber exatamente o quê. É neste cenário que a Igreja, você e eu, somos chamados a entrar em cena.
Capítulo 2 - A Riqueza que Não se Vê (Atos 3:3-6a)
O encontro acontece. O homem, habituado à sua rotina, vê Pedro e João e "pediu que lhe dessem uma esmola". Sua expectativa era clara e limitada: uma moeda, algo que pudesse comprar um pouco de pão. Ele olhava para eles, mas via apenas mais uma fonte potencial de ajuda material.
A reação de Pedro é o primeiro passo para a transformação. Ele não joga uma moeda apressadamente e segue seu caminho. O texto diz que Pedro, junto com João, "fitando os olhos nele, disse: Olha para nós". Este comando é fundamental. Pedro exige atenção, estabelece uma conexão olho no olho. Ele tira o homem da posição de um mero pedinte anônimo e o eleva à condição de um indivíduo digno de atenção plena. Ele estava dizendo: "Não me veja como apenas mais um passante. Veja quem nós somos e quem está conosco."
A expectativa do homem aumenta. "E olhou para eles, esperando receber alguma coisa". Ele ainda esperava pelo material, mas agora com uma atenção focada. É então que vem a declaração que quebra todos os paradigmas:
"Disse, porém, Pedro: Não tenho prata nem ouro..."
Imagine a decepção inicial no rosto daquele homem. A frase que ele provavelmente mais ouvia era essa, uma desculpa para não ajudar. Mas Pedro não para por aí. Ele não está declarando pobreza, mas sim uma hierarquia de valores. Ele está afirmando que a moeda corrente do Reino de Deus é outra. A prata e o ouro, que resolvem problemas temporários, não eram o seu principal recurso.
A Presença do Espírito Santo
Em Atos 2, Pedro e os discípulos foram cheios do Espírito Santo. Ele não andava mais sozinho.
A Autoridade do Nome de Jesus
Ele compreendia que o nome de Jesus não era apenas uma palavra, mas a chave que liberava o poder dos céus na terra.
Uma Fé Ativa
Sua fé não era passiva ou teórica. Era uma fé pronta para ser colocada em prática, para agir diante do impossível.
Essa era a sua verdadeira fortuna. E é essa a riqueza que todo cristão herda. Muitas vezes, estamos tão focados na "prata e no ouro" que nos esquecemos do poder incomensurável que carregamos dentro de nós.
Capítulo 3 - Em Nome de Jesus: O Poder em Ação (Atos 3:6b-8)
Após revelar sua verdadeira riqueza, Pedro a oferece generosamente: "...mas o que eu tenho, isso te dou: Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda."
Esta não foi uma sugestão ou um desejo. Foi uma ordem divina, proferida por um homem que sabia em quem cria. A autoridade não vinha de Pedro, mas do Nome que ele invocava. O nome de Jesus, Aquele que venceu a morte, que tem todo o poder no céu e na terra, foi a força motriz por trás daquelas palavras.
Mas a fé de Pedro não se limitou às palavras. O que acontece a seguir é a demonstração prática da fé que age: "E, tomando-o pela mão direita, o levantou..." (Atos 3:7). A fé precisa de um ponto de contato. Pedro não esperou que o homem se levantasse sozinho. Ele se inclinou, estendeu a mão e participou ativamente do milagre. Ele se tornou um agente físico da vontade espiritual de Deus. Esse toque de fé foi o catalisador que conectou o poder do céu com a necessidade da terra.

A resposta divina foi imediata e completa. "...e logo os seus pés e tornozelos se firmaram". Não foi uma cura gradual. Não foi uma melhora parcial. Foi uma recriação instantânea. Ossos, músculos e ligamentos que nunca funcionaram foram fortalecidos em um instante.
A reação do homem curado é a expressão mais pura da libertação. Ele não se levantou timidamente. A Bíblia diz que ele deu um salto! Ele se pôs de pé, andou, entrou no templo com eles, e a sua alegria era tão transbordante que ele não conseguia se conter: ele andava, saltava e louvava a Deus em alta voz.
Pela primeira vez em sua vida, ele entrou no templo por seus próprios pés. Aquele que antes era um excluído à porta, agora era um adorador no centro da celebração. Isso nos ensina que a verdadeira obra de Deus em nós não nos restaura apenas para vivermos uma vida normal; ela nos impulsiona a uma vida de adoração exuberante e testemunho contagiante. O milagre não terminou com o homem em pé; culminou com o homem louvando a Deus.
Capítulo 4 - O Impacto do Milagre: Quando o Céu Toca a Terra (Atos 3:9-10)
Um milagre desta magnitude não poderia passar despercebido. O som da alegria e do louvor daquele homem atraiu a atenção de todos. "E todo o povo o viu andar e louvar a Deus; e conheceram-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à Porta Formosa do templo; e encheram-se de pasmo e admiração pelo que lhe acontecera."
A transformação foi pública e inegável. Não havia espaço para ceticismo ou explicações lógicas. Todos conheciam aquele homem. Sua identidade estava atrelada à sua deficiência. Agora, sua nova identidade estava atrelada ao milagre. O poder de Deus se manifestou de uma forma que calou os críticos e maravilhou os observadores.
Isso revela um propósito maior dos milagres. Eles não são apenas para o benefício do indivíduo que os recebe; são sinais poderosos para a comunidade ao redor. Um milagre serve como um megafone para a mensagem do Evangelho. Ele quebra a monotonia da vida cotidiana e força as pessoas a considerarem uma realidade maior, uma realidade espiritual.
1
O Milagre Acontece
Deus age através de nós de forma sobrenatural
2
As Pessoas Observam
A transformação chama atenção e gera curiosidade
3
A Porta se Abre
Surge a oportunidade para compartilhar o Evangelho
O que aconteceu em seguida? O povo, maravilhado, correu para junto de Pedro e João. O milagre abriu a porta para a pregação. Pedro não perdeu a oportunidade. Ele imediatamente começou a pregar, explicando que não fora por seu próprio poder ou santidade que o homem fora curado, mas pela fé no nome de Jesus (Atos 3:12-16). O milagre foi o prefácio; a pregação da salvação foi o conteúdo principal.
Isso nos desafia hoje. Quando Deus age através de nós – seja em uma palavra de sabedoria, um ato de amor sacrificial ou uma cura – isso deve sempre apontar para Jesus. O objetivo não é atrair atenção para nós mesmos, mas criar uma plataforma para que o nome de Cristo seja glorificado.
Nossas vidas transformadas são o maior milagre que podemos apresentar ao mundo. Quando as pessoas ao nosso redor, que conhecem nossas "deficiências" passadas – nossa impaciência, nosso egoísmo, nossos vícios – nos veem "andando, saltando e louvando a Deus", elas se enchem de "pasmo e admiração". E a pergunta inevitável que surgirá em seus corações é: "O que aconteceu com ele?". Essa é a nossa deixa para apresentar o Autor do milagre: Jesus Cristo.
Capítulo 5 - O Impacto do Milagre: Quando o Céu Toca a Terra (Atos 3:9-10) O Inventário da Nossa Alma: O Que Realmente Temos?
A mensagem do Pastor Joubert Curti nos convida a uma profunda autoavaliação. Paremos por um momento e façamos a mesma pergunta que Pedro implicitamente se fez: O que eu tenho?
Se esvaziarmos nossos bolsos e contas bancárias, o que resta? Se removermos nossos títulos, status social e conquistas profissionais, quem somos nós? A tentação é olhar para o que nos falta. Mas o chamado do Evangelho é para reconhecermos o que já recebemos.
Vamos fazer um inventário da nossa riqueza espiritual. O que você, como filho e filha de Deus, tem para dar hoje?
O Nome de Jesus
Temos a autoridade para orar, agir e falar em um nome que está acima de todo nome. É a nossa maior credencial.
A Presença do Espírito Santo
Temos o Consolador, o Guia, Aquele que nos capacita com dons e nos enche com Seu fruto (amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio).
Um Testemunho de Transformação
Se você foi salvo por Cristo, você tem uma história de "antes e depois". Essa é uma poderosa ferramenta de evangelismo que ninguém pode refutar.
A Palavra de Deus
Temos acesso às promessas, à sabedoria e à verdade que podem libertar, consolar e direcionar qualquer pessoa em qualquer situação.
A Dádiva da Oração
Temos uma linha direta com o Criador do Universo. Podemos levar as necessidades dos outros diretamente ao trono da graça.
Uma Comunidade de Fé
Fazemos parte de um corpo, a Igreja, que pode oferecer acolhimento, suporte prático e encorajamento para os que estão sozinhos e feridos.
O problema não é a falta de recursos; é a falta de consciência dos recursos que já possuímos. Vivemos como mendigos espirituais, quando, na verdade, somos herdeiros de um Reino.
Acomodamo-nos em dar "esmolas" – conselhos superficiais, ajuda esporádica, palavras vazias – porque temos medo ou nos esquecemos de oferecer o tesouro que realmente pode mudar tudo.
É hora de reconhecer nossa verdadeira riqueza. O que você tem hoje não é pouco. É o poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos habitando em você.
Capítulo 6 - Da Esmola à Transformação: Nossa Missão Hoje
A história de Atos 3 nos apresenta um contraste fundamental que define nossa missão como Igreja: a diferença entre dar uma esmola e promover uma transformação.
O Cristianismo da Esmola:
  • É superficial e focado no alívio temporário.
  • Trata os sintomas, mas ignora a causa raiz do problema.
  • Muitas vezes, serve mais para aliviar a nossa consciência do que para transformar a vida do outro.
  • É seguro, rápido e não exige grande envolvimento ou fé.
  • Mantém as pessoas na mesma condição de dependência, esperando pela próxima ajuda.
O Cristianismo do Poder Transformador:
  • É profundo e focado na solução definitiva e eterna.
  • Busca a raiz do problema, que é a separação de Deus, e oferece a solução: Jesus.
  • Exige envolvimento, compaixão, tempo e, acima de tudo, fé.
  • É arriscado, pois nos chama a sair da nossa zona de conforto e depender do poder sobrenatural de Deus.
  • Liberta as pessoas da dependência e as introduz em uma vida de adoração e propósito.
Como o Pastor Joubert nos alertou, não é pecado ajudar materialmente. De fato, a fé sem obras é morta (Tiago 2:26). Cuidar dos necessitados com comida, roupas e abrigo é um mandamento bíblico. O perigo está em parar por aí. O erro é nos contentarmos em ser uma instituição de caridade quando fomos chamados para ser um exército de transformação.

Nossa missão é integrar o cuidado físico com o poder espiritual. Sim, ofereça o pão, mas não se esqueça de apresentar o Pão da Vida. Sim, ofereça um copo de água, mas não deixe de falar sobre a Fonte de Água Viva.
Pedro poderia ter dado uma moeda. Isso teria ajudado o homem naquele dia. Mas, ao dar o que ele realmente tinha – o poder de Jesus –, ele deu ao homem uma nova vida inteira. Que tipo de ajuda estamos oferecendo? Estamos distribuindo esmolas ou estamos sendo canais de transformação?
Conclusão - Levantando-se para Dar
A mensagem "O que tenho, isso te dou" não é apenas uma bela história bíblica; é um manual de instruções para a vida cristã. Ela nos ensina que:
Nossa verdadeira identidade e riqueza estão em Cristo, não em nossos bens.
A fé genuína é acompanhada por ações ousadas.
O poder para mudar vidas reside no nome de Jesus, ativado pelo Espírito Santo em nós.
Nossa missão vai além da caridade; é sobre a transformação completa que só o Evangelho pode oferecer.
Hoje, Deus está nos chamando para fora da nossa zona de conforto. Ele nos convida a parar nas "Portas Formosas" de nossas vidas, a fitar os olhos naqueles que a sociedade ignora, e a ter a coragem de dizer: "Eu posso não ter o que você espera, mas eu tenho Jesus, e isso muda tudo."
Que a história de Pedro e do coxo na porta do Templo nos inspire a parar de dar desculpas sobre o que não temos e a começar a liberar com ousadia o poder que já recebemos.
Oração de Consagração:
Senhor Jesus, eu te agradeço porque em Ti eu tenho muito mais do que prata e ouro. Perdoa-me por todas as vezes que me senti impotente e esqueci do poder do Teu nome e da presença do Teu Espírito em minha vida. Hoje, eu decido parar de viver um cristianismo de esmolas e abraçar um chamado para a transformação. Capacita-me, enche-me com o Teu Espírito Santo, e dá-me ousadia para olhar para os necessitados ao meu redor e dizer com fé: "O que tenho, isso te dou". Usa-me para curar, libertar e levar a Tua salvação. Que a minha vida seja um testemunho contínuo do Teu poder milagroso. Em nome de Jesus, Amém.
Igreja Batista Atitude - Duque de Caxias
Um lugar para pertencer, crescer e servir.
Endereço
Av. Expedicionário José Amaro, 848 - Vila São Luis, Duque de Caxias - RJ
Cultos
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